O QUE ESTÁ EM JOGO?
O número de militares que ocupam cargos civis no governo Bolsonaro é duas vezes maior que na gestão de seu antecessor, Michel Temer. São mais de 6.000 militares ocupando cargos no governo, participação bastante expressiva, sobretudo se considerarmos essa ocupação em cargos do alto escalão do governo.
A crescente participação de militares nos governos representa riscos para a democracia e para o próprio funcionamento das instituições militares, que são instituições de Estado, e não de governo. Ou seja, devem ter a sua atuação baseada na Constituição e nas leis, e não servir a ideologias, projetos políticos ou líderes populistas, sob o risco de promover a militarização da política e a politização das forças de segurança, prejudiciais ao Estado Democrático de Direito.
A PEC 21/2021, apoiada por 189 deputadas e deputados federais, propõe regulamentar a participação dos militares em cargos da administração pública. O objetivo não é vetar essa participação, mas regulamentá-la a fim de proteger o interesse público.