A presença de militares da ativa em cargos civis
da administração pública deve ser regulamentada.

Precisamos da sua ajuda!








Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a quantidade de militares que ocupam cargos civis no governo federal mais do que dobrou entre 2018 e 2020, com 6.157 militares atuando no governo, um aumento de 122%.

Fonte: Presença de militares em cargos civis mais que dobrou no governo Bolsonaro - O Globo



Portaria do governo permite que militares no governo recebam salário de até R$ 80 mil reais, acima do teto salarial.

Fonte: Salário dos militares do governo pode chegar a R$ 80 mil com teto duplex - Estadão



Segundo o Datafolha, 58% dos brasileiros e brasileiras são contra a participação de militares no governo e 62% contrários à participação de militares em manifestações políticas.

Fonte: Datafolha: Maioria diz que militar da ativa não deve ir a manifestação política nem ter cargo no governo - Folha de S.Paulo
O QUE ESTÁ EM JOGO?
O número de militares que ocupam cargos civis no governo Bolsonaro é duas vezes maior que na gestão de seu antecessor, Michel Temer. São mais de 6.000 militares ocupando cargos no governo, participação bastante expressiva, sobretudo se considerarmos essa ocupação em cargos do alto escalão do governo.

A crescente participação de militares nos governos representa riscos para a democracia e para o próprio funcionamento das instituições militares, que são instituições de Estado, e não de governo. Ou seja, devem ter a sua atuação baseada na Constituição e nas leis, e não servir a ideologias, projetos políticos ou líderes populistas, sob o risco de promover a militarização da política e a politização das forças de segurança, prejudiciais ao Estado Democrático de Direito.

A PEC 21/2021, apoiada por 189 deputadas e deputados federais, propõe regulamentar a participação dos militares em cargos da administração pública. O objetivo não é vetar essa participação, mas regulamentá-la a fim de proteger o interesse público.
A proposta encontra eco na sociedade brasileira: segundo o Datafolha, 58% dos brasileiros e brasileiras são contra a participação de militares no governo e 62% contrários à participação de militares em manifestações políticas. Fazendo coro à opinião pública majoritária, cinco Ex-Ministros da Defesa publicaram uma nota em apoio à proposta, ressaltando que "Estas [as Forças Armadas], instituições de Estado, permanentes, nacionais e regulares, organizadas com base na disciplina e na hierarquia, não se confundem com governos, pois sua razão de ser é a defesa da Pátria e da soberania".

A cada dia assistimos estarrecidos ao aumento da crise política, com a crescente tensão entre os Poderes e apelos à radicalização. As Forças Armadas e as Polícias Militares não podem “tomar partido”, pois seu partido é a lei e a Constituição.

Precisamos pressionar a deputada Chris Tonietto (PSL/RJ) a apresentar parecer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), já tendo encerrado o prazo regimental de 5 sessões para apresentação do relatório. Vamos pressionar para que seja apresentado parecer favorável à PEC 21/2021 e que a CCJ cumpra seu dever regimental, aprovando a matéria!


Entre militares não pode haver conflitos de interesse: O interesse único e soberano é a defesa da Constituição.



Forças de Segurança não combinam com política: aquele que detém autorização estatal para o uso da violência não pode ser guiado por interesses partidários.


A regulamentação da presença de militares da ativa em cargos civis da administração pública impede uma ampliação anormal dessa atuação, que ultrapassa assuntos próprios de sua esfera.

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